Insegurança e capacidade de adaptação
Olá a todos! Nessa semana vou escrever aqui para vocês. Vou relatar experiências minhas. Sou pai há quase quatro anos. Bom, se contar a gestação dá mais de quatro. A verdade é que a gente vira pai quando os tracinhos aparecem nas duas janelinhas do teste de gravidez.
O Tomás, meu filho, é o que eu chamo de mistura total das minhas qualidades (e defeitos, por que não?) com as qualidades e (poucos) defeitos da Bia, minha mulher-maravilha. Mas o mais legal na personalidade do Tom é sua imensa capacidade de adaptação. E é sobre isso que eu queria falar nesse primeiro texto.
O choque de trazer uma criança para casa direto da maternidade é grande demais. E o Tom era muuuito minúsculo. Nasceu com 2,6 quilos. A fragilidade daquele corpinho assusta, mas o lance é "pegar firme" (no sentido poético e no real) e comandar as ações.
Desde o início, eu e a Bia decidimos que qualquer assunto relativo ao Tom seria resolvido por nós dois. Lógico, seria muito complicado eu dar de mamar pra ele (hehehehe), mas estaria junto, sempre que possível para evitar que o moleque pegasse no sono ou mesmo "enganasse" a Bia com as chamadas "chupetadas", que é quando o bebê deixa de mamar para ficar apenas se deliciando com o prazer que a sucção traz a ele. Foi assim que sempre fizemos: tomamos decisões por consenso, sempre buscando a melhor alternativa.
No primeiro dia do Tomás em casa, ele deu aquela chorada campeã. Aquelas fortes mesmo e que assustam. Instintivamente, eu e a Bia sacamos que era insegurança dele. Quer dizer... instintivamente depois da gente checar se era cocô, cólica, xixi, frio, calor... a gente tinha definido uma espécie de checklist das coisas que poderiam fazer o moleque chorar e chorar e chorar. Mas tratava-se mesmo de um choro de insegurança dele. E as instruções para esses casos eram simples: banho morno e muita firmeza.
Fizemos isso. Banheira com água morna deliciosa, nós colocamos o molequinho lá dentro, segurando seus bracinhos firmemente sempre falando com um tom tranqüilo, mas muito seguro. Ah. Importantíssimo foi o fundo musical desse momento. Vou falar muito disso aqui, se preparem. Hehehehehe.
Bom, com o banho, a música, nossas vozes acalmando, o choro foi embora. Além disso, desistimos de deixá-lo no berço, que parecia muito frio e grande, para usar o carrinho, que era menor, mais aconchegante e quente. Foi perfeito.
Nesse primeiro dia, eu acredito, nós mostramos ao Tom que ele estaria sempre amparado. Que ali ninguém iria chorar quando ele chorasse. Que ali ele teria comando, segurança. E que ele teria que se adaptar às incontáveis mudanças que aconteceriam em sua vida. Para "ir no popular", mostramos quem é que mandava na parada e como ela funcionaria.
Coincidência ou não, o Tom é um moleque que teve pouquíssimas cólicas. Nunca chorou a ponto de perder o fôlego ou deixar a gente desesperados. Na verdade, ele nunca teve problemas para "passar de fase". Ele começou a dormir no berço alguns meses depois como se sempre tivesse dormido lá. Ele desmamou tranqüilamente e começou a comer da mesma maneira. Ele entrou na escola e quando teve que dormir na vovó, foi sempre na boa.
Tenho certeza que a independência do Tomás foi construída naquele primeiro dia em casa. Ali, inconscientemente, o Tomás sacou que o mundo traria para ele um novo desafio a cada instante. Mas que ele sempre teria em quem se apoiar e com quem contar. Foi ali que as coisas ficaram mais fáceis. Para ele... e para a gente.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
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Um comentário:
Ola Luis!! muito legal as historias do Tomas, e agora do mais novo membro da familia...rsrsrs.por enquanto eu e meu marido decidimos ficar so no primeiro ainda,rsrsrs...mas familia grande deve ser um barato!!! abraços para a "grande familia",rsrsr...
Ana e Enzo/ www.supermaes.blogspot.com
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