segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Blog da Crescer- Texto 4


Hj ainda é dia de rock

O rock'n roll faz parte de da minha vida desde que eu me conheço por gente. Meu pai é rock'n roll. Minha mãe é rock'n roll. Sou guitarrista de... rock'n roll. E, por conseqüência, sou um pai... rock'n roll.

Por isso, quando o Tomás estava na barriga da Bia, eu e ela preparamos um CD com as canções dos artistas que a gente gosta. Como seria executado como trilha sonora do parto, optamos por algo beeeeem calmo, com basicamente músicas que traziam violão e instrumentos acústicos.

Tinha muuuito Beatles, tinha The Who (minha banda favorita e a do Tom também), tinha Tom Petty, tinha umas coisas novas de Foo Fighter e Green Day, que a Bia gosta, tudo com violão. Uma coletânea com 22 músicas para o momento do nascimento. E na ProMatre, onde o Tomás nasceu, já tinha um aparelho de som para essa prática.

O Tomás nasceu no momento em que rolava "In my life", dos Beatles. Foi demais, pois essa música já tinha sido executada no nosso casamento, que foi um casamento... rock'n roll. "There are places i'll remember. All my life though some have changed. Some forever not for better. Some have gone and some remain. All these places have their moments. With lovers and friends I still can recall. Some are dead and some are living. In my life I've loved them all".

Em casa, na hora das mamadas e na hora do banho, a música sempre estava presente. Aí, a Bia introduziu Palavra Cantada, Adriana Partimpin, A Arca de Noé 1 e 2, Saltimbancos, Casa de Brinquedo, entre outros. O que eu não conhecia, fiquei fã imediatamente. Mas a gente continuava escutando as coisas normais da casa, que era uma casa... rock'n roll.

O Tomás adorava as coisas mais pesadinhas que eu gosto. Ele curtiu muito The Darkness, Jet, Beatles e... THE WHO. Bom, não demorou muito e o vovô Geraldo deu uma bateria de presente para ele. Na mesma época, ele começou a guardar e falar o nome das pessoas. Por isso, Ringo e Keith Moon foram os nomes que ele aprendeu rapidinho. Eram bateras e tocavam o instrumento que ele tocava.

O Tomás tocava tanta bateria que ele furou a pele dos tambores. Um orgulho pro papai. Hehehehehehe! O prato da bateria ficou todinho amassado, tamanha a força da pegada. Detalhe: as baquetas eram hashi... os palitinhos típicos da gastronomia oriental. Hehehehehe!

Mas ele tinha guitarra também. E microfone. Quando ele pegava a guitarra, era o Pete (Townshend), guitarrista do Who. Com o microfone, era o Roger (Daltrey), vocalista.

A relação dele com The Who é um barato. Ele adora My Generation. Um dia, um colega meu que eu não via há séculos nos encontrou em uma festa. Ele foi trocar uma idéia com o Tomás e perguntou se ele gostava de The Who como seu pai. "Sim, gosto!", respondeu. "Qual sua música favorita?", indagou meu amigo. "My Generation... eles quebram tudo no final da música. Mas a gente só pode fingir que quebra... eles tinham muito dinheiro, por isso quebravam tudo". Fiquei nas nuvens e meu amigo de queixo caído.

O Tomás é super musical. Freqüenta shows desde a época das fraldas. Já trocamos uma inclusive atrás do palco, em cima de um road-case num show do Frejat em um shopping. Vimos umas 4 ou 5 vezes o show "Pé-com-pé" do Palavra Cantada. Fizemos fotos com a Sandra e o Paulo, embora ele tenha ficado com vergonha.

A música faz parte da sua vida, como faz parte da minha. Ele curte muito brincar de ser músico. Acho isso importante e deixo rolar. Não tenho viagens de que ele efetivamente tocará um instrumento musical no futuro. Seria como achar que ele será o Homem-Aranha ou Superman quando adulto. Por enquanto é brincadeira. Mas se virar sério... vixi! Melhor nem imaginar por enquanto.

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